sábado, 18 de setembro de 2010

Experiências

Esta noite estava no shopping e vi um casal “diferente”. Diferente, porque eles deviam ter, no máximo, 12 anos. Isso me fez pensar em quando eu tinha, no máximo, 12 anos. Eu nunca fui o melhor aluno da classe e tenho uma dificuldade gigante para aprender. Também não era da turma dos esportes e sempre fui péssimo em todos eles. E também não fazia parte dos bonitões, era gordinho, usava aparelho fixo e não era nada atraente. E, por um momento, senti inveja daqueles dois que nem sabem direito por tantas coisas que ainda terão de enfrentar. Talvez, quando estiverem com a minha idade, nem tenham mais contato, mas, pelo menos naquele instante, eles eram importantes um para o outro. Senti inveja, porque gostaria de ter tido uma experiência bacana para me lembrar, mas só do que consigo foi de tantas e muitas vezes em que fui motivo de riso, do tanto que tive de superar e aprender a lidar com o simples fato de que eu não era realmente especial no que consideravam importante. Essa fase, a mais complicada das nossas vidas, eu passei tentando descobrir o que eu tinha de valor pra poder mostrar aos outros. Hoje, cheguei à conclusão de o que é realmente valioso em nós é aquilo que não precisa ser mostrado e às vezes, nem precisa ser entendido. É um simples olhar, um sorriso, um abraço gostoso, um rabisco, um gesto, uma palavra... coisas que não podem ser importantes para as outras pessoas, mas que pra nós, tem um valor inestimável. Todos nós temos a necessidade de sermos aceitos, mas essa aceitação vem primeiro em nós mesmos. O amor próprio não é um processo fácil, ele tem de ser trabalhado todos os dias. É preciso que tenhamos o hábito de nos avaliar, de nos corrigir para podermos melhorar sempre. Se você mesmo fica a todo o momento “vomitando” seus defeitos em todo mundo eles são praticamente obrigados a ver a imagem que você projeta de si mesmo. Eu ainda estou aprendendo que o amor precisa nascer primeiro em mim para depois florescer e criar raízes. Eu preciso me amar, me aceitar como eu sou – na condição humana, com muitos defeitos, mas também, com qualidades – para depois esperar que os outros façam isso. 

3 comentários:

  1. "o que é realmente valioso em nós é aquilo que não precisa ser mostrado e às vezes, nem precisa ser entendido"

    com certeza, tem coisas que a gente demora pra perceber.

    gostei dos textos.

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  2. Obrigado. Considero realmente um grande elogio vindo de você, já que li alguns textos seus e comprovei a qualidade deles. Obrigado pela visita e volte sempre! Grande Abraço!

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  3. Olá Alysson!
    Acabo de conhecer seu space e adorei tudo que vi por aqui. Por trás de cada uma dessas letras, há uma pessoa especial.
    Ao ler seu texto "Experiências" lembrei da história do Patinho Feio que, na verdade nem sabia que era um Lindo Cisne.
    Sorria querido e tenha consciência da Pessoa Linda que Você É!!!
    Não tenho um blog, mas virei fã do seu. Coloquei nos meus favoritos.
    Beijo carinhoso e lindos dias pra você!!;)
    Cléia e-mail: cleiacz@yahoo.com.br

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Obrigado pela visita e comentário. Que possamos redescobrir sempre, e sempre juntos, muitas coisas boas!