segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Jarra da Lua

De herança da minha avó - além das lembranças - eu ganhei uma jarra em formato de lua. E toda vez que eu tomava suco nela, eu me sentia como naqueles almoços de domingo na casa dela, familia toda reunida, briga, risada, aquela barulheira gostosa que nossos ouvidos reconhecem como nosso. Lembrava também dos sucos de fruta do quintal, ou aqueles de 'pacotinho' mesmo, que tinham um gosto especial porque estavam lá naquela jarra. Hoje, a jarra, que era de vidro, se quebrou e eu senti como se um pedacinho do meu coração também tivesse quebrado. Era como se uma lembrança gostosa da minha avó estivesse indo embora junto com aquela jarra. Eu sei que pode parecer coisa pequena, mas pequeno, pra mim, são aqueles que não sabem que as coisas que realmente têm valor, podem não valer nada. O amor que eu tenho pela minha avó não era de vidro, ele não foi embora, não secou, não morreu.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

A propósito...

Eu não sei se alguém vai ler esse texto, na verdade eu nem sei se alguém, além de mim, vem a esse blog. Mas eu espero que, mesmo em oculto, alguém venha aqui e algumas das minhas palavras possa fazer sentido pra alguém, assim como faz pra mim. Eu gosto de pensar que todas as pessoas possuem um jeito único de se emocionar e transmitir essa emoção. Acredito também, que todas as pessoas, estão à procura da sua felicidade, seja ela o que for e tendo o significado que tem para cada um. Eu não sei o que é felicidade e adoraria encontrar soluções para os problemas que estão guardados no cantinho do meu coração. Amo pensar que existe alguém no mundo que tenha o coração bobo como o meu, que se apega fácil, que ama demais, que sofre demais, que sente demais e que se cobra demais. Gosto de pensar que, além dos meus defeitos, algumas pessoas podem ver, através das palavras, quem eu sou e meu propósito aqui. Eu não venho aqui escrever para satisfazer ninguém. Na verdade, é para me satisfazer, é a minha terapia, porque quando escrevo, desabafo. Lógico que fico super feliz quando  vejo que alguém conseguiu ser tocado com alguma palavra daqui e que aquilo fez algum sentido para o dia, ou quem sabe para vida, daquela pessoa. Hoje está sendo um daqueles meus dias de conflito interno onde eu fico remoendo algumas tristezas antigas, chorando lágrimas que já deviam ter secado, mas que eu não consigo esquecer. Acho que a gente deveria vir com a capacidade de parar de sentir por alguns dias para poder tocar a vida sem deixar com que os sentimentos interfiram nas nossas atitudes. Pena que eu não sei ser assim. Até quando ponho o lixo para fora, eu faço com sentimento. E nessa estrada errante (e que não vai dar em nada) de sentir demais eu vou me equilibrando. Adoraria saber se tem mais gente na corda bamba.