segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Jarra da Lua

De herança da minha avó - além das lembranças - eu ganhei uma jarra em formato de lua. E toda vez que eu tomava suco nela, eu me sentia como naqueles almoços de domingo na casa dela, familia toda reunida, briga, risada, aquela barulheira gostosa que nossos ouvidos reconhecem como nosso. Lembrava também dos sucos de fruta do quintal, ou aqueles de 'pacotinho' mesmo, que tinham um gosto especial porque estavam lá naquela jarra. Hoje, a jarra, que era de vidro, se quebrou e eu senti como se um pedacinho do meu coração também tivesse quebrado. Era como se uma lembrança gostosa da minha avó estivesse indo embora junto com aquela jarra. Eu sei que pode parecer coisa pequena, mas pequeno, pra mim, são aqueles que não sabem que as coisas que realmente têm valor, podem não valer nada. O amor que eu tenho pela minha avó não era de vidro, ele não foi embora, não secou, não morreu.

2 comentários:

  1. Lindo :O Vc... escreve com a alma... no fundo... e consegue juntar cada palavrinha e formar um contexto, uma idéia... transcrever um sentimento! Parabéns... amo seus escritos...

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  2. Nossa, que lindo, quase chorei. Minha vó me criou, tinha minha guarda, então foi minha mãe mesmo até meus 18 anos, quando morreu. É o maior amor que sinto por alguém, e nada pode apagar, nem diminuir isso. Como sei que em você também não.

    Viva às lembranças, dos almoços, das risadas, das histórias. Que transformam tudo em saudade boa.

    Belo texto, beeejo,beeejo.

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Obrigado pela visita e comentário. Que possamos redescobrir sempre, e sempre juntos, muitas coisas boas!