quarta-feira, 27 de julho de 2011

Final Feliz



Quando uma ferida não cicatriza nunca, a gente aprende a fingir que não dói mais. Uma hora a gente aprende. Chegou a minha vez!

- No final, acabou tudo bem.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Vômito

Vão dizer que você não é homem quando virem o que você escreve. Falam das suas roupas, do seu cabelo e até do jeito que você anda. Vão rir de você se souberem que você chora escondido à noite. Ainda mais quando souberem que você tem medos. Tantos medos e tão monstruosos que às vezes te impedem de fazer qualquer coisa. E vão dizer mais ainda se souberem que você é inseguro. Sabe, dizem que "homem de verdade" é isso ou aquilo e até hoje eu sinceramente não sei bem sobre o que é ser "homem de verdade". Eu apenas sou, de mentira ou de verdade, eu sou. Sempre estampei uma personalidade forte de quem não se importa sobre o que os outros pensam e sempre tentei agir assim. Mas chega uma hora que cansa. Chega uma hora em que você se sente esmagado quando vê certas coisas, ouve certas coisas. Coisas do tipo que eu nem sei explicar direito. Só sei que doem, numa intensidade dilaceradora. Hoje, como em muitos outros dias eu fiquei com vontade de vomitar. Qual o problema em sentir? O sentimento, as lágrimas, o amor... afetam em quê a masculinidade ou feminilidade de alguém? Homens só podem sentir desejo sexual pelas mulheres? Eu me recuso ser mais um desses escrotos por tanto tempo a troco de que? Se é deles que elas gostam, eu não sei o que eu estou fazendo aqui. Eu já perdi completamente o controle, não estou sabendo lidar com essa falta de amor próprio das pessoas, com a falta de critério. Você não pode ficar sozinha por um tempo, pra poder assimilar a vida com mais maturidade, com mais verdade, com mais intensidade? Você tem que estar sempre com alguém a qualquer custo? E ainda mais, qualquer idiota que aparecer pela frente serve? Será que você não percebe que eles só querem usar você? Eu não sei ser desse jeito e nem suporto ver pessoas que eu gosto sendo usadas. Me desculpem, homens, mas eu me recuso a ter que um dia me submeter aos "rituais" que vocês impõem. Eu tenho nojo de imaginar essa vida sexual completamente descontrolada, "qualquer uma serve". E o pior de tudo, pra mim, são as mulheres que se submetem a isso. Elas merecem mais.
Hoje, eu cansei! Cansei de ser a excessão, de dar murro em ponta de faca. Cansei de usar meu bom senso com quem não anda merecendo. Cansei do mundo, das pessoas e desse pesamento medíocre que domina. É sujeira demais!

domingo, 10 de julho de 2011

"As pessoas sempre vão embora"...

(Desenhos da Peyton - OTH)

Sempre detestei despedidas. Qualquer uma delas, seja lá por qual motivo. Sempre tive a impressão de que as pessoas estavam indo ser felizes e me deixando pra trás. E eu sempre fiquei. Fiquei tanto que me acostumei, andava quase em marcha à ré. Deixar as pessoas irem embora, dar férias ao apego que sinto tão fácil era e é muito difícil. Tenho uma carência muito grande em dividir a vida. Mesmo que em silêncio, gosto de saber que tem uma outra pessoa ali, pertinho de mim.
Com o tempo, fui ficando exigente, queria que esse tal alguém que me fizesse companhia correspondesse às minhas expectativas tão grandes, tão irreais. E a consequência disso, e o resultado disso, foi a solidão. Sintia uma lacuna em tudo que ia fazer. Porque até eu mesmo não consegui alcançar o grau perfeição que impunha. Era alto demais, pesado demais.
Então, como um vaga-lume que corta a escuridão da noite, eu aprendi a esperar das pessoas somente o que elas são capazes de oferecer. E, por outro lado, tentar oferecer a elas o máximo que posso, o melhor que posso. A vida é uma troca, já diziam os espertos. E a gente troca mesmo. Troca amor, carinho, amizade... Sentimentos são como uma ponte que precisa de dois lados para ser sustentada. Um lado só não aguenta.
"As pessoas sempre vão embora, mas às vezes elas podem voltar". E quando elas voltam, a saudade aproxima, esquece as mágoas, as exigências e esse monte de coisas inúteis que a gente põe como empecilho à felicidade. Mesmo quando elas não voltam, eu sei que o encontro ainda vai acontecer num lugar mais bonito, onde não exista dor ou sofrimento.
Finalmente, preferi abandonar as lágrimas na janela e resolvi pôr mais água no feijão. A gente nunca sabe quando alguém pode entrar na nossa vida.

("People always leave but sometimes they come back" - Peyton Sawyer [One Tree Hill])