sábado, 18 de agosto de 2012

A Oração, a Dança e a Vida

Todos os dias pedia a Deus para que o amanhã fosse melhor que o hoje.
Hoje, eu peço pra que EU seja melhor amanhã do que fui hoje! Pra que eu possa viver o hoje com toda a intensidade e as delícias que ele possa ter. Porque o hoje pode ser bom!
Não adianta ficar esperando um amanhã melhor e ficar vivendo todos os "hojes" insatisfeito. Eu quero ser grato pelas coisas boas que aconteceram hoje e quero ser grato, também, pelas ruins. Por mais difícil que isso seja. Porque as coisas ruins vão acontecer sempre e, se existiu um hoje, é porque eu sobrevivi a um ontem. E olha que houveram "ontens" difíceis demais! Mas eu sobrevivi. Muitos sobrevivem! E essa a graça da vida: por mais que a gente erre muitos passos, a gente continua dançando. E rodopiando. E caindo. E levantando. E pulando. Escorregando. Pisando no pé de muita gente e sendo pisado também.
Por algum tempo a gente fica sentado, só olhando os outros dançando, sentindo inveja... e, de repente, surpreendentemente, alguém nos tira pra dançar. A gente vai. Forma par. Troca par. Arrisca um passo. Ri.
O mais importante é estar na dança e nunca desistir de dançar.
É isso que eu peço pra Deus, que eu possa rir dos meus tropeços e que não pare de girar até que essa dança acabe e comece outra.

Porque uma hora a música acaba e eu quero ter dançado muito!

domingo, 12 de agosto de 2012

Em paz


Há quatro dias eu fiz um post aqui no blog bem angustiador, bem como eu estava por dentro. Mas hoje, especialmente hoje, eu consegui colocar as coisas aqui dentro no lugar. Tomei decisões importantes e que precisavam ser tomadas. Agora, estou sentindo uma paz imensa, deliciosa. Paz comigo mesmo e com a vida. É hora re recomeçar coisas, corrigir outras, acabar com outras e, o mais importante, ser feliz apesar de.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Das coisas que eu não sei

Será que eu errei todo o caminho até chegar aqui? Porque eu sinceramente acho que tudo aquilo que "juntei" até hoje foram migalhas. Ninguém é feliz com migalhas... só sobrevive. E eu quero viver! Ás vezes me sinto ingrato com a vida. Eu tenho "tudo": saúde, família e conforto enquanto tem tanta gente abandonada e passando fome. Mas é que está tudo em pedaços. E tudo o que eu "tenho" me machuca de vez em sempre. Me sinto preso: não tenho uma vida tão desgraçada da qual possa me queixar e ser digno de pena, mas também não tenho uma boa vida (a que eu sonhei/o) e normal como a dos outros. Pra mim, tudo parece ser mais difícil. Tudo mais ou menos, quase, talvez, morno. E eu estou morno. Sempre corri do "quase" e quase sou.
É triste ver que você está envelhecendo e que as coisas ainda parecem não fazer nenhum sentido. E não fazem aqui, dentro de mim.