terça-feira, 28 de setembro de 2010

Quando é que a gente aprende?

Eu gostaria muito de saber o que falar, quando falar. Eu gostaria de ter coragem. De te olhar nos olhos e  dizer que você balança o meu coração. Mas não me sinto suficientemente ao seu nível. Sinto que ainda preciso consertar as coisas dentro de mim, sentimentos ruins que apodreceram com o tempo e formaram lodo no meu coração. Não sei se estou em condições mentais para me apaixonar de novo, mas sei que sinto alguma coisa quando te vejo. Provavelmente esse sentimento vai morrer como nasceu, em silêncio e sem esperanças...

quinta-feira, 23 de setembro de 2010



"Às vezes temos que chorar todas as nossas lágrimas para dar espaço a um coração cheio de sorrisos."
(Haley James Scott- One Tree Hill, 6ª Temporada)

sábado, 18 de setembro de 2010

Experiências

Esta noite estava no shopping e vi um casal “diferente”. Diferente, porque eles deviam ter, no máximo, 12 anos. Isso me fez pensar em quando eu tinha, no máximo, 12 anos. Eu nunca fui o melhor aluno da classe e tenho uma dificuldade gigante para aprender. Também não era da turma dos esportes e sempre fui péssimo em todos eles. E também não fazia parte dos bonitões, era gordinho, usava aparelho fixo e não era nada atraente. E, por um momento, senti inveja daqueles dois que nem sabem direito por tantas coisas que ainda terão de enfrentar. Talvez, quando estiverem com a minha idade, nem tenham mais contato, mas, pelo menos naquele instante, eles eram importantes um para o outro. Senti inveja, porque gostaria de ter tido uma experiência bacana para me lembrar, mas só do que consigo foi de tantas e muitas vezes em que fui motivo de riso, do tanto que tive de superar e aprender a lidar com o simples fato de que eu não era realmente especial no que consideravam importante. Essa fase, a mais complicada das nossas vidas, eu passei tentando descobrir o que eu tinha de valor pra poder mostrar aos outros. Hoje, cheguei à conclusão de o que é realmente valioso em nós é aquilo que não precisa ser mostrado e às vezes, nem precisa ser entendido. É um simples olhar, um sorriso, um abraço gostoso, um rabisco, um gesto, uma palavra... coisas que não podem ser importantes para as outras pessoas, mas que pra nós, tem um valor inestimável. Todos nós temos a necessidade de sermos aceitos, mas essa aceitação vem primeiro em nós mesmos. O amor próprio não é um processo fácil, ele tem de ser trabalhado todos os dias. É preciso que tenhamos o hábito de nos avaliar, de nos corrigir para podermos melhorar sempre. Se você mesmo fica a todo o momento “vomitando” seus defeitos em todo mundo eles são praticamente obrigados a ver a imagem que você projeta de si mesmo. Eu ainda estou aprendendo que o amor precisa nascer primeiro em mim para depois florescer e criar raízes. Eu preciso me amar, me aceitar como eu sou – na condição humana, com muitos defeitos, mas também, com qualidades – para depois esperar que os outros façam isso. 

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Às vezes cansa entender

(Ilustração de Karen Matias)

Muitas vezes a vida nos impõe situações que são difíceis de engolir, ainda mais quando temos a nítida sensação de que nada vai mudar e vamos ter que sentir o gosto amargo da mesma situação por toda vida sem poder cuspi-la. Entender o outro, os seus motivos e as suas convicções pode ser muito doloroso e quando esse entendimento nos é imposto, pior. Vem um sentimento de impotência que faz o coração doer e os olhos lavarem o rosto. Mas algumas coisas na vida são simplesmente imutáveis, incorrigíveis e por mais que tentemos maquiá-las, qualquer sopro as fazem voltar à tona e começar tudo de novo: superar tudo de novo, viver tudo de novo, esquecer (se é que é possível fazê-lo) e esperar para que esse ciclo interminável comece outra vez. Muitas vezes me canso de entender, eu queria mesmo era ser entendido, pelo menos uma vez, mas a vida não nos dá escolhas e o nosso pior erro é achar que temos alguma. A vida nos oferece caminhos e nós só escolhemos por qual deles seguir e, muitas vezes, seguir pelo caminho menos escancarado que a vida apresenta pode ser muito e é muito sofrido. Todos nós tentamos juntar as migalhas de nós mesmos que muitas pessoas insistem em espalhar pelo caminho, mas algum dia eu sei que todas elas serão recompostas. Tudo na nossa vida tem um propósito que pode não nos parecer tão visível agora, mas eu acredito que é coisa divina poder sempre recomeçar.  E é assim que vamos lidando com a vida, caindo, levantando, colocando curativos nas nossas feridas, caindo de novo, mas caminhando sempre. Um dia aprenderemos aonde devemos pisar para que os tombos sejam menos dramáticos e a restauração quase imediata. O importante é não desistir, mesmo que seja difícil respirar.