terça-feira, 26 de abril de 2011

Um tempo..

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Desculpem o sumiço. Vou sumir mais pouquinho, preciso de um tempo pra colocar o minha vida no lugar e reorganizar as coisas dentro e fora de mim

Não demoro.

"Há momentos em que tudo o que a gente precisa é dar colo para o próprio coração". 
(Ana Jácomo)

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Carta de amor pro Céu I

Querida Vó,

         Eu acho engraçado em como a gente pode ser transportado a lugares inacessíveis através dos nossos sentimentos. Podemos ir e vir, de um lado pro outro, vasculhar cada cantinho da nossa vida que jamais será esquecido se, naquele instante, houve amor. E é desse amor que queria falar. Já fazem quase 3 anos. E não teve um só dia em que, pelo menos por um minuto, eu não pensasse em você. É involuntário. Basta sentir um cheiro, ouvir um ruído ou ver alguma coisa em especial, que me lembro de você. Muita coisa me lembra de você. Durante esses anos, eu venho aprendido a não sofrer quando essa lembrança vem à tona. Aprendi a tirar esse peso fúnebre que envolvia essa saudade e transformá-la num símbolo de amor. E, pra mim, você será sempre lembrada assim, como realmente foi, amor. Eu acho delicioso pensar no dia em que iremos nos encontrar de novo. Parei de chorar porque você se foi e passei a pensar que isso aqui, a vida, é uma coisa tão pequena e tão passageira diante da grande e gloriosa vida que nos espera depois daqui. Às vezes não é fácil, eu sinto saudade sim. Vontade de te abraçar, de estar com você. Às vezes sinto saudade até de mim. Saudade de quem eu era quando estava ao seu lado, sem nenhuma vergonha dos meus sentimentos, de ser quem eu sou. É preciso coragem pra ser quem se é, sem enfeites, sem máscaras. Você me dava liberdade pra ser quem eu sou e me aceitava assim. Eu também aceito você. De todo meu coração. As coisas mudaram um pouquinho desde que você foi morar na sua “nova casa”. E algumas coisas continuam do mesmo jeito, com a mesma veia. Acredito que você era um alicerce pra nossa família. Antes era “nós” agora ficou muito mais “eu” do que eu gostaria. Mas não quero me lamentar. Muito pelo contrário. Quero celebrar o amor vivido. Com toda intensidade com que foi vivido, com toda verdade com que foi sentido. Quero poder dizer que esse amor continua vivo e forte. E sempre estará. Eu vou sempre me lembrar da minha vó Elza querida, que eu tanto amo e que, pra mim, passou a ser símbolo de amor. De amor compartilhado. De confiança pra poder ser o que se é sem reservas. E olha, eu tenho aprendido muito com as pegadas que você deixou. Tenho esperança de um dia poder ser para alguém o que você é pra mim. Porque eu também quero contagiar quem quer que seja com esse amor, que eu aprendi tanto com você. Eu guardo você no meu coração. Guardo porque eu sei que você está ali, sempre deixando esse amor fluir. Esse amor que brota fácil, que nunca mais vai embora. Gosto de imaginar que você ainda pode me ouvir. E às vezes conto pra você como foi meu dia, me exponho por inteiro, mesmo sem pronunciar uma palavra. Eu sei que você não pode me ouvir e que também não pode ver. Mas sei também que enquanto esteve aqui, pôde me amar e eu sou muito grato por também ter sido alvo desse amor. Ele foi correspondido. E ainda é.
Até o dia em que formos morar juntos de novo, aí, na sua nova casa, o céu.

Com amor, 
do seu neto que te ama tanto tanto.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

NOJO


Essa semana passou no Profissão Repórter uma matéria sobre o abuso sexual e, foi constatado que a maioria dos casos acontecem com crianças e o pior, dentro de suas próprias casas. Agora, tivemos a notícia das aproximadamente 11 crianças que foram assassinadas na escola de Realengo. Crianças. Sim, aquelas que deveriam estar brincando e aprendendo, crescendo de forma natural e não sendo usadas ou simplesmente assassinadas sabe-se lá o porquê. Mas isso, todo mundo já sabe. Sempre ocorre comoção e todos ficam chocados, mas e aí? Que providências são tomadas? E aí, que depois começa a novela e todo mundo esquece daquelas crianças, vítimas de um desconhecido armado ou até dos seus próprios pais. Os jornais nos assustam pelo tanto de reportagens sobre o crescente "abuso infantil". Digo mais uma vez: Crianças, C-R-I-A-N-Ç-A-S. A única coisa que consigo sentir agora é nojo. Me embrulha o estômago admitir que assim como essas crianças que são noticiadas, existem tantas outras que sofrem em silêncio. Eu gostaria de poder dizer que isso pode melhorar... Dizem que o mundo está acabando, mas eu acho é que estão acabando com ele.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Pra você

Hoje eu quero uma poesia sem enfeites. Hoje eu não quero fantasiar meus sentimentos. Quero escrever do meu jeito démodé, sem medo de errar, sem medo de ser feliz. Não quero reservas nem polidez. Eu preciso sentir que estou vivo. Preciso de tato. De calor. Preciso de você aqui. Quem é você e aonde você está? Estou te esperando a tanto tempo que nem sei. Só sei que você existe. Tomara que também esteja procurando por mim.