sábado, 22 de dezembro de 2012

Cansado

Imagem retirada de: http://littlediaryofateenager.blogspot.com.br

Cansado de dar o melhor de mim, de me esforçar, de tentar fazer as pessoas se sentirem especiais e amadas. Cansado, principalmente, de não ter o meu esforço reconhecido.
Tô cansado. E é cansaço físico e emocional. Meu coração está exausto!

Tô querendo ficar encolhidinho no "meu canto". Assimilando, amadurecendo e descansando.
Por dentro e por fora.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Amor de Novela

Se é pra ser amor, eu quero amor de novela.
Desesperado, urgente, intenso. Daqueles que fazem a gente ficar bobo, correr atrás, perder a linha. Fazer loucuras, serenata, mandar cartas. Quero um amor que, se acabar, me faça sofrer muito. Sim, porque a gente só sofre por aquilo que a gente queria demais. E eu não quero um amor só pra não ficar só. Eu prefiro a solidão e todos os seus monstros a um amor insosso.
Minha mãe me diz que não existe "amor de novela" na vida real. Disse que a vida passa e a gente vai seguindo o nosso rumo, se casa quando encontra uma pessoa que você tenha afinidade, respeito, carinho... e que a gente vai amando essa pessoa com o passar dos anos. Isso é muito pouco pra mim! Eu quero paixão, quero intensidade, loucura!!! Quero morrer de amores e continuar vivendo, como eternizou o mestre Mário Quintana. Quero fogo, quero dormir pensando nela e acordar feliz porque o seu sorriso veio perturbar meu sono.
O maior clichê de todos, pra mim, está certo: "A vida é uma só!". E eu quero ter vivido, pelo menos pra guardar na memória, um amor de novela. Com paixão, com verdade, com voracidade, com ternura. Pra que seja eterno o sentimento, dentro de mim.

* Para ilustrar esse texto de forma magnífica, ouçam essa música do grande Chico Buarque, nessa interpretação deliciosa da cantora Verônica Sabino. AMO essa versão!!!

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Amor em forma de gente

*dedicado à minha querida vozinha que estaria completando 75 anos de amor hoje

O tempo passa e o amor não passa
não quero que passe, não quero que suma
O amor que eu sinto é maior que a dor da perda
Porque, afinal de contas, eu nunca perdi ninguém
Porque, quando amo, esse alguém sempre vive
Aqui dentro, do meu coração.


 Minha bisavó nasceu em 1900 e de lá pra cá já se passaram 112 anos! E essas vidas que parecem estar tão entrelaçadas - minha bisavó e eu - nunca chegaram a se conhecer. Mas eu sou muito grato a ela porque mesmo sem me conhecer, ela me deixou um presente maravilhoso: a minha avó. A minha avó foi uma dessas delícias que Deus poe na vida da gente, que perfuma todos os cantos da alma. Vovó que ensina, que tem paciência  amor e carinho em todos os detalhes do cotidiano. Eu lembro muito bem de escutar ela cantando, falando "a vovó é sua amiga, viu?", de me chamar pra comer alguma coisa gostosa que fazia, de querer me fazer feliz. É isso, ela se preocupava em me fazer feliz! Como ela gostava de fazer um cafuné na gente... de "acarinhar", de fazer a diferença. Sempre achei a palavra "vó, vovó" linda e, depois que ela morreu, acho ainda mais. Sempre que vejo alguma criança chamando pela sua vovó, eu sinto uma saudade de falar essa palavra... Às vezes falo escondido. Sozinho, no banheiro ou antes de dormir. Só pra matar a saudade. Escapole um "vó" aqui e acolá. Às vezes ensaio um diálogo. Às vezes, choro, emocionado, sonhando no dia em que vamos nos reencontrar no céu. Quantas saudades! Mas, de consciência tranquila e coração aquecido, só tenho coisas boas pra lembrar! EU NUNCA BRIGUEI COM A MINHA VÓ. Nunquinha da silva! Só ri, brinquei, me emocionei, fui amado e amei, como amei, como amo essa mulher!!! 
Eu só conheci uma avó, a minha avó. A outra faleceu antes que eu nascesse. Mas a que eu tive valeu por muitas. Porque ela era toda feita de amor e me passava esse amor. Era minha amiga, minha companheira, meu escudo. Eu não fui o neto preferido dela, ela e meu primo (que foi basicamente criado por ela) tinham uma ligação muito maior, muito mais materna. Mas ela nunca deixou de me dar muito amor, de ser uma pessoa presente, que faz a diferença, toda a diferença na minha vida e das minhas irmãs. E é assim que eu eu sempre me lembro dela: dizendo que era minha amiga, de ir assistir televisão com ela quase todas as tardes (como essas tardes são preciosas pra mim!) e, é claro, da preocupação que ela tinha em me fazer feliz! 
Herdei de vovó uma enorme paixão pelo Natal e todas as suas luzes, que hoje em dia são muito mais tristes e apagadas pela sua ausência e, também, estou exercitando em minha vida essa qualidade maravilhosa que é preocupar-se com a felicidade do outro. Vozinha viveu mais de 70 anos aqui na Terra se preocupando em fazer as pessoas felizes. E nós ainda vamos ser. Juntos, cantando as músicas mais lindas, lá no céu.


domingo, 4 de novembro de 2012

Conta gotas

De
repente,
enquanto
escrevia
essa
carta,
caiu
uma
lágrima
na
folha
de
papel.
Uma única lágrima que não aguentava mais se segurar. E foi. Escorregou por todo meu rosto e caiu sobre o papel. Muitas vezes, a alma da gente não sabe os porquês nem os "porquens", mas chora. Talvez de alegria, saudade ou solidão... Quem sabe? Eu não! Eu não sei muito da vida. Eu sinto, sinto muito, muito mais que deveria! Mais do que aguento, mais do que aguentam.
Quando? Não sei. O sentimento não tem hora marcada. Mas ele vêm dilaceradoramente quando quer. E eu não preciso contar as lágrimas pra medi-lo. Às vezes eu choro baixinho. Às vezes, por dentro. Sem externar nada, sem lágrimas, sem nariz vermelho. É choro do mesmo jeito. Ou mais dolorido. Ou menos, não sei. Eu não sei muito da vida. Eu sinto, sinto muito. De gota em gota, poderia formar um oceano. O meu oceano. Quem sabe seria bom... quem sabe? Ninguém sabe nada dessa vida! Com todos os diplomas, com toda sabedoria... Que sabedoria? Quem é que disse que isso tudo é verdade? E se for vã filosofia? E se estivermos vivendo a mesma mentira que viveram anteriormente, iludidos, crendo que vencemos aquilo que é invencível? Elis cantou que "ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais", Cazuza que via o futuro repetindo o passado... "Existem mais coisas entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia". Shakespeare já cantava essa pedra que agora atiro! Nós nos apegamos tanto às nossas verdades absolutas que esquecemos de checar se são mesmo verdades. O que pode ser mudado? O que já foi? O que não é mais? O que é mais importante? QUEM é mais importante? Até onde vai a comodidade, o medo, a frustração?
Por que você chora à noite, escondido, com o rosto no travesseiro? Chora sem saber direito. E tem vontade de gritar. Nunca grita. Porque se gritar, vão escutar e vão querer saber "por quê". E eu não sei direito. Está tudo muito misturado, muito junto, muito dependente. E eu vou vivendo assim, contando os dias, esperando a vida, esperando alguém, esperando ser alguém, esperando ter coragem de viver... de gota em gota!

domingo, 16 de setembro de 2012

Um tempo...

(imagem sutilmente roubada emprestada do blog: pauloramires.files.wordpress.com)


Excluí minhas duas ultimas postagens porque eu não gostei delas. Peço desculpas se alguém leu e gostou, mas eram textos que estavam de "rascunho" aqui. Eu não gosto disso, todos os post's vêm do que estou sentindo e com esses dois últimos me senti traindo o que defendo: escrever o que sinto, quando sinto. E eu estou num momento de silêncio. Em respeito a vocês venho dizer que não sei quando volto e nem se volto.

Grande abraço cheio de carinho pra todos vocês,
Alysson

sábado, 18 de agosto de 2012

A Oração, a Dança e a Vida

Todos os dias pedia a Deus para que o amanhã fosse melhor que o hoje.
Hoje, eu peço pra que EU seja melhor amanhã do que fui hoje! Pra que eu possa viver o hoje com toda a intensidade e as delícias que ele possa ter. Porque o hoje pode ser bom!
Não adianta ficar esperando um amanhã melhor e ficar vivendo todos os "hojes" insatisfeito. Eu quero ser grato pelas coisas boas que aconteceram hoje e quero ser grato, também, pelas ruins. Por mais difícil que isso seja. Porque as coisas ruins vão acontecer sempre e, se existiu um hoje, é porque eu sobrevivi a um ontem. E olha que houveram "ontens" difíceis demais! Mas eu sobrevivi. Muitos sobrevivem! E essa a graça da vida: por mais que a gente erre muitos passos, a gente continua dançando. E rodopiando. E caindo. E levantando. E pulando. Escorregando. Pisando no pé de muita gente e sendo pisado também.
Por algum tempo a gente fica sentado, só olhando os outros dançando, sentindo inveja... e, de repente, surpreendentemente, alguém nos tira pra dançar. A gente vai. Forma par. Troca par. Arrisca um passo. Ri.
O mais importante é estar na dança e nunca desistir de dançar.
É isso que eu peço pra Deus, que eu possa rir dos meus tropeços e que não pare de girar até que essa dança acabe e comece outra.

Porque uma hora a música acaba e eu quero ter dançado muito!

domingo, 12 de agosto de 2012

Em paz


Há quatro dias eu fiz um post aqui no blog bem angustiador, bem como eu estava por dentro. Mas hoje, especialmente hoje, eu consegui colocar as coisas aqui dentro no lugar. Tomei decisões importantes e que precisavam ser tomadas. Agora, estou sentindo uma paz imensa, deliciosa. Paz comigo mesmo e com a vida. É hora re recomeçar coisas, corrigir outras, acabar com outras e, o mais importante, ser feliz apesar de.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Das coisas que eu não sei

Será que eu errei todo o caminho até chegar aqui? Porque eu sinceramente acho que tudo aquilo que "juntei" até hoje foram migalhas. Ninguém é feliz com migalhas... só sobrevive. E eu quero viver! Ás vezes me sinto ingrato com a vida. Eu tenho "tudo": saúde, família e conforto enquanto tem tanta gente abandonada e passando fome. Mas é que está tudo em pedaços. E tudo o que eu "tenho" me machuca de vez em sempre. Me sinto preso: não tenho uma vida tão desgraçada da qual possa me queixar e ser digno de pena, mas também não tenho uma boa vida (a que eu sonhei/o) e normal como a dos outros. Pra mim, tudo parece ser mais difícil. Tudo mais ou menos, quase, talvez, morno. E eu estou morno. Sempre corri do "quase" e quase sou.
É triste ver que você está envelhecendo e que as coisas ainda parecem não fazer nenhum sentido. E não fazem aqui, dentro de mim.

domingo, 8 de julho de 2012

Com amor

Boas lembranças são guardadas nessas caixas de presentes bonitas em cima do guarda-roupas. De vez em quando a gente sente vontade de ir lá e (re)viver aquilo que já nos fez sorrir e que, simplesmente, não existe mais. Algumas coisas, pessoas, lugares, cheiros e sons a gente não pode levar com a gente. Mas, também, não conseguimos abandonar, esquecer, curar... Nossa única alternativa é guardar, com amor, dentro do coração.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Lençol com elástico

Ninguém consegue viver sem uma boa xícara de café, um amor pra lembrar e um bom lençol com elástico pra deitar. Lençol sem elástico sai do colchão durante a noite. E eu preciso que as coisas fiquem firmes. De instável, já bastam meus sentimentos, meu humor e o clima. Nunca sei quando vou morrer de calor ou frio. Não aguento mais mangas 3/4! Quero desculpar atraso por causa do frio ou ter a sede como desculpa pra escapulir do mundo durante o dia. Outono só é bonito na estação, na vida não. Na vida, ou é frio pra esquentar ou calor pra esfriar. Mais ou menos nunca fez meu tipo. Minha garota é intensidade! Eu sei que isso tudo parece meio insano, eu sei. Mas é assim que eu ando, desequilibrado, contendo a minha loucura, filtrando minha insensatez. Quero me convencer que, como dizem, "isso é fase". Fase que dura uma vida, quem sabe inteira. No final das contas, eu só quero uma boa xícara de café pra ficar acordado, um amor pra lembar que vivi (sim, eu vivi!) e um lençol com elástico. Porque lençol sem elástico sai do colchão durante a noite.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Achados do Facebook



Amanhã fico triste, amanhã.

Hoje não, hoje fico alegre!
E todos os dias, por mais amargos que sejam, eu digo:
Amanhã fico triste, hoje não...


(Encontrado na parede de um dormitório de crianças do campo de extermínio nazista de Auschwits). 

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Amor não correspondido

Dedicado à Lila que não acredita que seus olhos são - como os de Maysa - dois oceanos não pacíficos.


Passei anos tentando descobrir o porquê do tal "amor não correspondido". Durante esses anos, elaborei várias teorias. Não cheguei a nenhuma conclusão. Mas hoje, pensando sobre o assunto, a resposta me veio claramente: o amor não correspondido é fruto do amor não correspondido. Calma, vou explicar. O "amor não correspondido" é, pelo menos na maioria dos casos, fruto do amor próprio não correspondido. Vou explicar mais: a premissa para se conseguir consolidar qualquer sentimento com alguém, é o amor próprio. A gente se ama o bastante pra conseguir encontrar uma pessoa que, na nossa cabeça e coração, é a certa. Mas a gente não se ama o bastante pra achar que esse sentimento possa ser recíproco. Nós sabotamos nossas possibilidades de conquista! Quando digo "nós", estou me referindo àquelas pessoas que, como eu, são vítimas desse amor triste e infrutífero. Sempre que eu me apaixonei, fui  bobo, tive vergonha de mim, me declarei, me arrependi e sumi por não querer demonstrar fraqueza. Sempre encontrei trezentos mil defeitos em mim mesmo pra pensar que a tal pessoa - objeto de desejo - não se interessasse de volta. E é aí que estraguei tudo! Reparando bem, os caras que mais fazem sucesso com as garotas não precisam ser, necessariamente, os mais bonitos, mas sim, os mais seguros. A mesma coisa acontece com as meninas. A gente tem que se tornar uma pessoa "apaixonável", se assumir. Eu estou aqui pra me assumir. Assumir que eu não sou igual a ninguém. Que eu sou manteiga derretida, que posso ter um gosto musical duvidoso na opinião de muitas pessoas. Assumo que, mesmo que digam ser "coisa de mulherzinha", eu gosto de "filmes água-com-açúcar". Me assumo por inteiro e me garanto! Não me importo mais com o que vão dizer. A gente tem que ter muito peito pra se assumir completamente! Então, esse sou eu: Alysson, cristão, estudante, dramático, chorão, brincalhão, crítico, irônico, cheio de dúvidas e medos, sincero demais e, como diz a minha mãe, "topetudo". Eu não vou mais me esconder dentro de mim e ficar filtrando o que eu acho que as pessoas vão gostar. Precisamos parar de nos sabotar e acreditar que nós somos pessoas desejáveis. Porque nós somos. Pra alguma pessoa, em algum lugar do mundo, nós somos. Vamos acreditar nisso e abrir as portas, da casa, da mente, do coração...  Se eu pudesse dar um conselho sobre "amor não correspondido", diria: Se assuma! Deixem ver os seus versos, solte os seus cachos e pare de esconder seus olhos atrás de lágrimas. Seja você em todos os detalhes.
Eu sou eu e sou assim. Se não gostarem, tem quem goste, muito obrigado.




* "Os olhos de Maysa eram dois oceanos não pacíficos" - frase de Manuel Bandeira.

sábado, 28 de abril de 2012

Palavras, apenas palavras.

Se eu canto é porque não sei mais dizer.
Às vezes faço verso.
Quase nunca rimo.
Me jogo num oceano de palavras mas quase nunca sei qual pescar. Elas vêm. E eu me rendo. Não sei impedir as palavras de virem à tona. Elas são fortes demais. Quando estão dentro de mim, explodem. E eu não aguento mais implodir.   Sou quase um homem-bomba sentimental. E eu vou explodir. Sempre. Vez por vez.
Algumas vezes, sem querer, algumas palavras amargam dentro de mim. E eu tento impedi-las de sair a qualquer custo. E elas apodrecem, causam indigestão.
Eu acho engraçado o poder que as palavras têm. Elas animam, curam, ferem, machucam, espancam, amam. Já levei muitas surras de palavras. Dessas de deixar a gente moidinho no chão. Algumas vezes bati também. Me arrependi. Outras tantas, só apanhei. Não acredito que um tapa se cura com outro. Como minha mãe sempre diz, ninguém resiste ao amor. Nem mesmo as palavras.
Eu canto porque o verso existe.
Nem sempre rima.
Mas sempre vão existir palavras pra se cantar.

terça-feira, 10 de abril de 2012

"mas os que esperam no Senhor renovam as suas forças, sobem como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam." (Isaías 40:31)

domingo, 8 de abril de 2012

terça-feira, 20 de março de 2012

À moda antiga

Vamos namorar no portão e sair de mãos dadas pela rua.Vamos cantarolar nossa música, ir ao cinema, comer algodão doce. Quero conhecer os seus pais, te fazer uma serenata, te dar flores. Tudo de um jeito bem ultrapassado, desses que não existe mais. Vou te recitar uma poesia e ficar contando todas as suas sardas. Vendo seus olhos sorrirem quando digo alguma besteira. Quero "perder tempo" olhando você. Quero te escrever cartas e sonhar com nosso futuro.
Vamos jantar à luz de velas e dançar valsa. Corre lá e coloca aquele seu vestido rodado que eu te pego às 7 com os meus suspensórios novos e com flores na mão.
Corre, porque a vida passa e a graça também.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Não está tudo bem.

Meu coração anda apertadinho que quase não cabe mais nada. Quase expulsa o que já está dentro dele. Vive de lembranças e do que passou, mesmo não achando o passado tão interessante assim. O que acontece hoje parece não ter importância. Está tudo bem, mas é que o coração tem lá seus motivos... talvez a solidão ou, quem sabe, a procura... Às vezes, nem eu entendo.

sexta-feira, 9 de março de 2012

TAG

Recebi essa brincadeira do Hélio Filho, do blog Agora Escrevo.
É uma brincadeira simples: eu apenas tenho que responder 11 curiosidades sobre mim.


Ei-las:
1- Um sonho
Super clichê, mas, ser feliz.
2- O que significa a palavra "felicidade" pra você?
Estar em paz comigo mesmo, com os outros e, principalmente, com Deus.
3 - Qual o seu filme preferido?
Nossa! são tantos... Mas o que eu realmente mais me identifiquei foi "Into the Wild" (br: Na Natureza Selvagem)
4-  O que você mudaria nas pessoas e no mundo?
O maior mandamento de todos "que amassem ao próximo como se amam".
5 - Qual idioma gostaria de aprender?
Francês, acho lindo.
6- Uma bebida.
Cafés e afins. Amo!
7 - O videoclipe mais perfeito que você viu.
...
8 - Antes tarde do que nunca?
Claro!
9 - Gostaria de morar em algum lugar diferente?
Acho que sim. Gostaria de conhecer vários lugares e acho que adoraria morar em todos eles, mas só saberia com certeza depois de conhecê-los.
10- Qual seu escritor preferido?
Muitos. Saramago, Quintana, Shakespeare, Lispector, Meireles...
11 - Já fez alguma loucura? Qual? 
Acho que a maior loucura de todas foi sair de casa pra estudar. Morro de saudades da casa da mamãe, rs.

Bom, é isso. Espero que tenham gostado de conhecer um pouco mais de mim.
Grande Abraço,

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Vem


Deixa eu bater na máquina uma carta de amor bem melodramática e colocar aquela nossa foto junto, presa com o mesmo clipe colorido que você prendeu o número do seu telefone na minha agenda. Deixa eu lembrar de todas as vezes que rabisquei num pedaço de papel qualquer lembrando de você, pensando em você. De todos os nossos sorrisos, das mãos dadas, do primeiro beijo, do primeiro olhar. Quero guardar sempre comigo o formato do seu rosto, o seu cabelo curto, o seu nariz de boneca e suas sobrancelhas arqueadas. O seu All Star vermelho que me faz lembrar a "música do All Star Azul". Hoje me peguei cantando "o seu All Star azul combina com o meu preto de cano alto". Vermelho e azul pareciam iguais... Você me faz querer fazer todas as combinações possíveis. Tudo em parzinho. Eu abro o meu guarda-roupas e romantizo até minhas cuecas. Eu me tornei um bobo, como você me chamava ao mesmo tempo em que me acariciava com essas mãos cheias de dedos com unhas roídas.
Até hoje eu não sei porquê ainda não te encontrei. Eu te fiz tão perfeita aqui, na minha cabeça. Tenho medo de pensar que você não existe. Então, prefiro a fantasia. Prefiro pensar que Deus te criou também e que você está em algum lugar, criando um eu na sua cabeça. Esperando por mim como eu espero por você. E eu vou continuar esperando porque só você tem o encaixe perfeito pro meu coração. Vou continuar inventando histórias da nossa vida e acreditando nelas.
Vamos deitar no sofá e escutar nosso disco até a agulha arranhar o vinil. Vamos inventar um mundo só nosso.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Aos corações

Coragem!
Afinal de contas, vocês já passaram por muita coisa até aqui.
Sentiram, sofreram e, principalmente, cumpriram seu maior ofício - que, biologicamente, é o de bombear sangue, mas que, para os poetas, é o de amar. Sei que algumas vezes foi muito difícil. Para alguns, continua sendo. Mas, qual o significado, a sua grande "missão" no mundo se não for a de amar?
Eu acho que, às vezes, muitas vezes, vocês são meio burros. Batem rápido demais por quem não deveriam, se quer, pulsar. Depois vocês caem em si, como bons corações que são, e sobrevivem a esse coração que não acelerou de volta.
Da primeira vez, passa. Da segunda, também. Da terceira, surpreendentemente, passa também. E, nós, meros corpos que vos abrigam, vamos sendo guiados, às cegas, por vocês. Mas chega uma hora que vocês vão parando de sentir. Parece que dão defeito. Ficam calejados depois de tantos corações que não bateram de volta. Aí vocês se arrependem de bater também. Só batem por sobrevivência. E a nossa vida parece ficar morna. Sem sal. Sem graça.
Coração, aprenda a bater por você mesmo. Não coloque sob a responsabilidade de outrem aquela que é só sua.
Nós, corpos, - tão dependente de vocês -  temos o dever de sermos felizes por nós mesmos.
Espero que, algum dia, vocês sejam mais cautelosos e menos impulsivos. Nós sofreríamos menos. Mas, eu peço, por favor, antes de tudo, que mesmo diante de tantas adversidades, mesmo diante de um mundo onde quase não valha mais a pena amar: não parem de sentir! Porque é o sentimento que nos move. Mesmo que ele seja dilacerador, que nos jogue no chão, com ele, nós saímos do lugar e aprendemos a levantar. E o aprendizado nos torna mais fortes. E eu quero ser mais forte. Até o dia em que você acelere pra um coração que vai acelerar de volta.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

sábado, 7 de janeiro de 2012

Depois do sumiço

Estou aqui para escancarar minha loucura.
Embora raros sejam os momentos em que estou lúcido, neles, consigo ver claramente o quanto sou louco.
Rapazes não querem saber de versos.
Bebem cerveja ao invés de Cappuccino.
Estou aqui pra dizer o quanto sou louco. E é loucura opcional.
Deus me livre ser normal nesse mundo.